Artigo 10 – Como inovar ou ser um profissional inovador sem saber dos paranauê

Artigo 10 – Como inovar ou ser um profissional inovador sem saber dos paranauê

Este texto é para quem sabe pouco ou nada sobre inovação e toda hora que escuta essa palavra ou frases como “precisamos inovar” ou “aquilo é inovador” sente até um interesse, mas para por aí, já que seu conhecimento sobre inovação é mais do adjetivo do que do verbo. Ou seja, sabe que inovar é algo bem legal e importante, mas não tem conhecimento ou ferramentas sobre isso, resumindo, não sabe dos paranauê.

Confesso que pertenço ao grupo dos que sabem o básico, tanto é que meu espaço nesta coluna do NIDUS Lab é mais dedicado à gestão e ao empreendedorismo, mas buscando inspiração aqui e acolá (lembram do último artigo sobre criatividade?) quero trazer de pronto a resposta para a pergunta do título do artigo: 

Busque soluções para problemas difíceis.

Para começar a inovar, você deve ter um problema para resolver, de preferência um sério, aquele que lhe deixa em apuros e no sufoco às vezes. É justamente esse tipo de problema, que nos causa mal estar e que costumamos deixar para depois (ou quem sabe não possa mais para ser ignorado), que será o grande catalisador da inovação no seu ambiente pessoal ou de trabalho. 

Um problema complexo vai precisar, em geral, de uma solução diferente, quem sabe até uma solução não convencional. Vai demandar estudo, novas abordagens, articulações, conversas, visões externas, talvez o uso de uma tecnologia. Você obrigatoriamente vai sair do automático, do “carimbasso”, da resposta pronta, para um engajamento e busca por solução.

A sua jornada certamente vai incluir pesquisas no google, vídeos no youtube, tutoriais, quem sabe vai ser levado para referências em outros idiomas e ter que traduzir ou até procurar em outra língua, porque não? E é nessa jornada que a mágica acontece.. O seu repertório aumenta, as novas possibilidades, as inspirações surgem e você apresenta uma solução nova para seu problema antigo.

E a solução pode nem ser tão nova ou inédita assim. Ela pode já ter sido usada antes em outro lugar e até para um problema diferente, mas você chegou à ela por meio de sua busca, curiosidade e principalmente, necessidade.

Você criou e buscou algo porque precisava e esse é o grande motor da inovação.

Saindo desse campo empírico, vou dar um exemplo: Determinada pessoa reside em uma região erma e diariamente passa por uma estrada ruim e esburacada. Na semana anterior seu pneu furou e ficou 04 horas até conseguir auxílio, por ter dificuldades de trocar o pneu e por falta de sinal de celular, também perdeu um importante compromisso.

O pneu foi consertado, mas ficou o problema e a lembrança de ficar preso novamente, ou seja, um problema grande (ao menos para si)  para resolver que interfere na sua vida e segurança pessoal, então começa a pesquisar e descobre/aprende:

  • Que a calibragem do pneu interfere nas possibilidades de furá-lo;
  • A como trocar um pneu;
  • Que existe um equipamento elétrico que levanta o carro sem esforço;
  • Da existência de produto em gel que infla o pneu instantaneamente e permite seguir jornada;
  • Da existência de produto ainda melhor em outro país e como importá-lo;
  • Que a outra operadora de celular funciona naquela região erma;
  • Que seu cartão de crédito oferece socorro veicular “gratuito” 24h;
  • Que existe um abaixo assinado para cobrança de melhorias na via;
  • Além de outras diversas coisas novas que não tinha conhecimento antes de pesquisar.

Toda essa pesquisa trouxe diversas alternativas e possibilidades que, ao serem colocadas em prática, estarão sem dúvidas fomentando a inovação. 

Ou seja, você não precisa saber os grandes conceitos de inovação, seus métodos ou ferramentas (aqui chamados de paranauês) para começar a inovar, mas precisa sim de muita vontade e por muitas vezes necessidade de resolver uma situação problemática.

Já dizia um antigo ditado – A necessidade é a mãe da invenção. 

 

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